Luzes
vagas
vaga
lumes
peri
lampos
lique
feitos
lux
quefeitos
que in
candescem
noite
calma
candida
mente.
Poesia
Se poesia é vida,
se poesia é palavra
nela cabem o poente
e a linha do horizonte,
e as crianças descalças
dormindo nas calçadas
ou ao abrigo de pontes.
Se poesia é vida,
se poesia é palavra
nela cabem as utopias,
e a miséria dos dias.
Cabem na poesia,
que é palavra,
a vida
e o arco-íris
e a estrela-d'alva,
e as lágrimas
d'alma
de cada dia.
Poesia
é vida
é palavra
é hino
é canção,
mas
também é grito
do imo
do peito
safenado.
se poesia é palavra
nela cabem o poente
e a linha do horizonte,
e as crianças descalças
dormindo nas calçadas
ou ao abrigo de pontes.
Se poesia é vida,
se poesia é palavra
nela cabem as utopias,
e a miséria dos dias.
Cabem na poesia,
que é palavra,
a vida
e o arco-íris
e a estrela-d'alva,
e as lágrimas
d'alma
de cada dia.
Poesia
é vida
é palavra
é hino
é canção,
mas
também é grito
do imo
do peito
safenado.
Poesia
Na seara da palavra
limo
teimo
lavro
meu lavoro.
Quero-te
palavra alvejada
no rio de luzes
da aurora boreal.
limo
teimo
lavro
meu lavoro.
Quero-te
palavra alvejada
no rio de luzes
da aurora boreal.
Barulhos de tua ausência
1. Toc-toc-toc de sandálias
em degraus infindáveis...
2. Em primeiríssimo plano: um beijo - clic-bilabial-sonoro.
3. Porta ragendo...
4. O tilintar de duas taças finas.
5. Quase imperceptível: roupas descendo ao chão...
6. "My way" rodando, rodando, rodando...
7. O vento...e um varal vazio.
em degraus infindáveis...
2. Em primeiríssimo plano: um beijo - clic-bilabial-sonoro.
3. Porta ragendo...
4. O tilintar de duas taças finas.
5. Quase imperceptível: roupas descendo ao chão...
6. "My way" rodando, rodando, rodando...
7. O vento...e um varal vazio.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Assim Seja
Era uma vez uma mulher, chamada Carmem Maria, que não queria ter olhos de ver, mas apenas seus belos olhos verdes, e que no fim do primeiro amor murmurou “continuarei a ser bela e faceira”, e no fim do segundo voltou a defender sua faceirice sistemática, e no terceiro proclamou, com sua beleza, “vou dar a volta por cima”, e no quarto o eterno repetitório, e recentemente, quando Lúcio foi embora, tapinhas nas costas, as amigas lhe garantiram “não é nada, Carmem Maria!, você vai dar a volta por cima”. Carmem Maria vai dar a volta por cima senão não se chama Carmem Maria!
Era uma vez um homem chamado “Joaquim, que tirou Josefa da Voluntários, “pois deste limão hei de fazer uma limonada” – disse -, e levou-a ao ginecologista, e encaminhou-a para um teste de AIDS, e lhe deu casa na Glória, “ pois deste limão...”, e lhe deu até dentista, mas Josefa traiu Joaquim, arrumou amantes, depois um gigolô, e Joaquim suicidou-se, depois de deixar sua mensagem “doce me foste, mesmo sendo limão.”
Era uma vez uma santa mulher, viúva, o marido foi morto pela polícia que pegou o homem errado, “mas que fazer – ponderou – Deus escreve certo por linhas tortas!”, e que tinha uma filha que engravidou aos 14 anos, “mas Deus escreve certo por linhas tortas!” – insistia -, e outra, mais velha, se casou, traiu o marido, se separou e que, embora se tornasse prostituta, a mãe dizia, no leito de morte, “Deus escreve certo por linhas tortas”!
Era uma vez uma mulher...
Era uma vez um homem chamado “Joaquim, que tirou Josefa da Voluntários, “pois deste limão hei de fazer uma limonada” – disse -, e levou-a ao ginecologista, e encaminhou-a para um teste de AIDS, e lhe deu casa na Glória, “ pois deste limão...”, e lhe deu até dentista, mas Josefa traiu Joaquim, arrumou amantes, depois um gigolô, e Joaquim suicidou-se, depois de deixar sua mensagem “doce me foste, mesmo sendo limão.”
Era uma vez uma santa mulher, viúva, o marido foi morto pela polícia que pegou o homem errado, “mas que fazer – ponderou – Deus escreve certo por linhas tortas!”, e que tinha uma filha que engravidou aos 14 anos, “mas Deus escreve certo por linhas tortas!” – insistia -, e outra, mais velha, se casou, traiu o marido, se separou e que, embora se tornasse prostituta, a mãe dizia, no leito de morte, “Deus escreve certo por linhas tortas”!
Era uma vez uma mulher...